Ilha de Páscoa ( Rapa Nui ) - O Umbigo do mundo!!!






A Ilha RAPA NUI, o umbigo do mundo


Enfim começo este tópico sobre as primeiras impressões que tive na minha passagem pela Ilha de Pascoa, Isla de Pascua, Rapa Nui ou Eastern Island



Minha decisão de ir até lá partiu da premissa que tracei há algum tempo na minha vida: Tentar visitar lugares inóspitos que por algum motivo tenham energias inexplicáveis!


Pesquisando sobre este tipo de lugar, descobri que a Ilha supriria minhas expectativas. 

Os trâmites não são dos mais fáceis para chegar na Ilha; Hoje em dia só existe passagem saindo de Santiago/Chile ( tempos atrás existia também saindo de Lima/Peru) com a LAN... O preço é meio salgado, tendo em vista que não encontrei promoções, e que minhas datas eram fixas, por já estar no Chile. 

Comprei por 350.000 pesos chilenos (R$1450,00 na cotação de Abril) 01 mês antes da viagem, na classe business Plus na ida (descobri, conversando com um local na ilha, que este preço é realmente barato. Passagens assim chegam a custar CL$500.000). 


Vou relatar neste post os meus 2 primeiros dias, onde visitei os principais lugares da ilha. No próximo post, vou contar os 3 dias restantes. 
Meu conselho é ficar na Ilha,no mínimo, 4 dias, para visitar todos os pontos interessantes.


VIAGEM




Tanto na ida quanto na volta foi tudo bem pontual e a viagem bem confortável; Na volta, conversei com a atendente e ela me passou para a primeira classe... Sorte a minha, pois fui dormindo toda a viagem.



Como estava na primeira classe, saí por primeiro do avião, e enquanto a mala vinha, já fui no guichê no aeroporto e comprei os tickets para Rano Raraku e Orongo (CL$30.000). Se a fila estiver lotada, e por ventura você for impaciente, aconselho comprar no quiosque no caminho para Orongo... estava CL$35.000).


PRIMEIRA IMPRESSÃO




Logo na chegada da ilha, a impressão é bem diferenciada: Uma pista gigante, com um aeroporto pequeno; Alguns locais esperavam com colares de flores e logo encontrei em meio a multidão meu nome em uma das placas, destinando ao hotel no qual havia feito pré-reserva no booking.com (Hotel Atavai – recomendado... custo beneficio que falarei em um tópico especifico).

A atmosfera do lugar é um tanto mística. O povo, com traços polinésios, me pareceu bem carismático





Hanga Roa


O “centro” Rapa Nui, lembra uma cidade do interior ou algum ponto remoto de um filme de época que gira em torno da avenida principal, onde existem bares, restaurantes, mercadinhos, farmácia e lojas; Existe um museu da história do povo que habitou aquela ilha tempos atrás, um bombeiro, alguns bancos, um posto de gasolina com preços quase iguai ao do Brasil. Seguindo a avenida principal, fica o cemitério, que a noite é muito bonito, e o Ahu Tahai, famoso pelo seu pôr do sol.



No Museu, é possível descobrir que foi o holandês Jacob Roggeveen o primeiro ocidental a visitar o lugar, em 5 de abril de 1722.
Encontrou polinésios e nativos de "pele clara e cabelos vermelhos", que moravam em cabanas feitas de colmo e subsistiam da escassa vegetação. 


Em 1956, uma outra expedição, comandada pelo norueguês Thor Heyerdahl, descobriu milhares de ferramentas usadas na execução das estátuas.



Consta na história da ilha que um acéfalo finlandês, alguns anos atrás, "zuou" um pedaço da orelha de um Moai. O cabeçudo ( e não era Moai,nem sequer o Aroldo ou o Feller)  foi multado em 17 mil dólares por danos. GÊNIO !!!




ALUGANDO CARRO




Na ida para o Hotel fui conversando com um Austríaco que estava hospedado lá também e nós tivemos a mesma ideia: Alugar um carro de parceria; Ouvindo a conversa, um Japonês também se interessou e logo já tinha meu primeiro plano...



Malas previamente desovadas no hotel, o filho do dono nos ofereceu uma carona até o centro. No carro, joguei a letra sobre o carro...

Duas quadras depois, chegamos em uma “boca de porco” onde havia alguns exemplares de carros destruídos; No meio, o nosso nos aguardava: Um Suzuki Vitara “zoado”, que ao menos andava; Combinamos um valor fechado, depois de uma choradeira, por CL$25.000 por dia ( a bicicleta é CL$10.000), então, para 04 dias, saiu CL$100.000 ( CL$33.000 cada um... mais barato que a bike!).

Fui eleito o piloto, já que o austríaco era meio avoado e o japonês mandou a letra que era péssimo em direção com o volante na esquerda... hahahaha

Caso não levem sorte de terem contato para o aluguel de carro, na rua principal de Hanga Roa (centro), existem varias companhias que alugam carro; As principais são a Insular e a Oceanic. Na Insular o aluguel estava por 35.000 a diária. 

Meu conselho é sim, alugar um carro! Neste esquema de dividir, sai bem mais barato e bem mais cômodo; Ainda mais por eu ser do tipo de viajante que não curte muito ouvir explicações de guias... prefiro as literaturas e os relatos de pessoas locais.


INÍCIO DO PASSEIO




Saímos direto para Orongo, um dos lugares que precisa de ingresso. O japa não havia comprado no aeroporto, então, no caminho paramos na central da CONAF e ele comprou.



Em Orongo, caminhamos por alguns minutos visualizando a ilha da escolha do “Homem pássaro”... Esse nome tem origem em uma competição que consistia em alguns guerreiros saírem mar adentro até a ilha, pegar um ovo de Manutara (ave típica que aparecia 1 vez ao ano por lá), escalar a falésia e voltar à estaca Zero com o ovo intacto; O campeão teria o direito de governar a ilha no ano seguinte.

Na ilha do “Homem Pássaro” é possível também visualizar cavernas utilizadas para as cerimonias com alguns petróglifos (desenhos em pedra) e a cratera do vulcão Orongo... fantástica!

Na saída, marquei meu passaporte com o carimbo do parque. 

Por volta das 17:00hrs, demos uma volta pelo centro de Hanga Roa, e fomos direto a primeira atração: O pôr do sol em Tahai ( ao lado do cemitério, perto do centro, por volta das 19:15h).

Pôr do Sol em Tahai



Como o Japa (Ikeda San) só iria ficar dois dias na ilha, resolvemos dar uma força e já organizamos o próximo dia.

http://vimeo.com/94530650


Tirei umas fotos noturnas do cemitério e Tahai:



- Acordar 06:30 e sair do hotel em direção ao nascer do sol em Tongariki ( 15 moais);

- Rano Raraku (a outra atração paga, que contempla a “fábrica de Moais” e a cratera do vulcão);

- Praia de Anakena.


Dia 02


Acordamos por volta das 06:00 e saímos do hotel as 06:30 com direção a Tongariki... Foi uma viagem de 25min, acompanhado sempre por Vans que levavam turistas para o nascer do Sol no mesmo lugar. 



Ao chegarmos, logo fui me preparando para a seção de fotos e vídeos do nascer do Sol; As 07:15h o Sol nasce atrás dos 15 moais na praia de Tongariki, mas infelizmente havia muitas nuvens na hora, o que dificultou um pouco as fotos. Mesmo assim, o lugar é impressionante! 



Atrás do lugar onde as câmeras são posicionadas, há um grande campo onde cavalos selvagens se alimentam. 

Por volta das 08:00h, as pessoas começam a ir embora. 

Aconselho ficarem lá por mais alguns minutos, pois foi assim que tirei fotos excelentes, e detalhe, sem nenhuma pessoa! 

Saímos de lá e seguindo o cronograma, fomos à segunda atração paga da Ilha: A fábrica de Moais em Rano Raraku (o Parque abre as 10:00). 

Rano Raraku


Além de ser um vulcão com um lago em sua cratera repleto de Totora (espécie de bambu da água, também encontrada no lago Titicaca. Matéria prima para canoas e no Peru e Bolívia, para a construção das ilhas flotantes de urus). 

A famosa fábrica de Moais também faz parte do complexo; Era lá onde os Rapa Nui, no passado, esculpiam as estátuas e depois levavam para os diversos Ahus (locais onde ficam os Moais).

É possível ver alguns Moais pela metade em meio a montanha e outros enterrados, apenas com a cabeça para fora (reza a lenda que estão enterrados para preservar sua estrutura contra a destruição pelo vento, chuva, humanos...).

Anakena


Depois de caminhar e relaxar um pouco, era a vez de conhecer Anakena: Única parte onde é possível encontrar comida fora de Hanga Roa.

A praia é bem mística, com uma areia parecida com a encontrada no Brasil, vendinhas de souvenir e alguns Moais bem perto da praia. Foi lá onde tive o primeiro contato com os Rapa Nui “das antigas”.

Em uma das vendinhas, conheci um ancião da ilha e logo fui sentando para perguntar algumas coisas... 

De início, ele foi meio arredio, mas após algumas perguntas certeiras sobre os moais e uma interação com a sua esposa sobre assuntos relacionados a tatuagens Maoris, ele começou a expor um pouco de sua sabedoria sobre o lugar.
Sem entrar em detalhes para preservar os conhecimentos adquiridos com o velho guru, basicamente me ensinou sobre o verdadeiro significado das partes dos moais e sobre de onde foram originados.
Um fato que achei interessante foi ele mencionar que ele conversa com pedras, e que os moais localizados em Anakena são aqueles que demonstram as diferentes raças que habitam a Terra; Cada qual com seu chapéu típico da tribo. É possível notar chapéu originário da Rússia, Nórdicos, Árabes, Japoneses... O fato é que coincidem em detalhes. E para mim já basta.
Também mencionou que estes ensinamentos foram adquiridos através de viajantes dos mares, e do céu... Foram quase 3 horas de conversa, que me ajudou a absorver a atmosfera da ilha.

Vulcões

Poike é o vulcão mais isolado da ilha. Por ser pouco frequentado, é recomendado um guia... Como eu estava com um "nativo escalador austríaco", fui escalar na "canela". Contarei no próximo relato o perrengue da falta de água. Juveniiiiillllll

Rano Raraku é o mais famoso e mais perto de Hanga Roa. Passei lá no primeiro dia, na visita à fãbrica de Moais. É o mais bonito dos 3 no quesito beleza na cratera. Hahaha


O Terevaka é um dos pontos mais altos da ilha. Fica próximo do local de onde os Rapa Nui fabricavam o "chapéu moai", que citarei no próximo relato também.


Nestes 2 primeiros dias, foi possível caminhar e conhecer as principais atrações, onde recomendo não deixar de ir. No próximo post, outros lugares interessantes e imperdíveis serão relatados.

Agradeço a preferência :)

Abraço

Engenheiro Andarilho
Instagram - @eng_andarilho








3 comentários:

  1. Belo relato ! PArabens pela s anotacoes !
    Francisco Soares

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  2. suas dicas estão ajudando muito no meu planejamento! obrigada!!

    ResponderExcluir

 

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Quem é o Engenheiro Andarilho

Um louco apaixonado; Um maluco diferente Engenheiro Mecânico por opção e paixão, trilho meu caminho em meio a viagens, cálculos e motores pelas estradas neste mundão véio. Casado com alguém que conseguiu entender um pouco mais do meu modo de pensar, estudo coisas que me fazem refletir sobre a essência dos humanos neste grão chamado Terra. Apaixonado por fotografia, tento de diversas maneiras, através desta arte, motivar as pessoas à descobrirem que a vida que lhe foi concedida não é resumida no pedaço de Terra que ela habita. Muitas coisas estão por vir... Vamos atrás dos nossos sonhos!!! Let´s make it possible