Ilha de Páscoa - Rapa Nui * Os últimos 3 dias


Ilha de Páscoa

Início do terceiro dia de viagem.

Na janela, um galo avisava que já era hora de levantar... 07:15h fui até a varanda do quarto do Matthias, o austríaco, para conversar sobre algum plano. Ele, por sua vez, estava pilhado para subir algum vulcão da Ilha. Gostei da ideia!
Os 3 principais vulcões são:
- Poike, o mais isolado e menos frequentado;
- Terevaka, ponto mais alto da ilha, com uma subida mais tranquila de cerca de 2 horas;
- Rano Kau, onde pode ser observado Hanga Roa (centro) e a região.
Após alguns minutos, decidimos por subir o Poike ( que dúvida...).
Iniciamos a escalada as 10:00h, com a previsão calculada pelo austríaco escalador de 3h para retornarmos.
 Adiantando um pouco as coisas, a vista lá do alto é bem bonita... Mar, mar , mar e montanha! Depois de 6h estávamos de volta... Detalhe é que minha água acabou em 3:30h... O restante foi assim: Eu travando uma briga sentimental com minha mente, pensando em tomar água do radiador do carro e sofrendo com a inexperiência em escaladas!  “learning by suffering”.
Ainda com certa incapacidade motora e uma sede de deixar Bear Grylls com inveja, saímos em direção à praia de Anakena. Ao chegar, comprei 2 litros de água e pedi um X-Egg com abacate (palta).
Estava tudo vazio na minha mente e minha memória volátil foi tomada por água, por esta ação não sou capaz de lembrar como foi a refeição!


Repousei por algum tempo não calculado em Anakena, meu lugar preferido para relaxar na Ilha.
Após esse período de descanso, fui para o Hotel, dormi um pouco e acordei para comer. Cardápio: Ceviche com Pisco Alto de Carmen 40 com Canadian Dry (mistura tradicionalmente chilena, no qual me tornei adepto há alguns anos atrás) no único restaurante perto do Campo de futebol de Hanga Roa. Excelente pedida para uma longa noite de sono!!!

Dia 04

Acordei ainda com ressaca, não do Pisco, mas sim da caminhada do dia anterior. Na programação do dia, “varrer” a ilha e visitar todos os lugares que não passamos.

O percurso, acompanhado do Matthias, o Austríaco, já que o Japa já tinha partido, foi repleto de Ahus, uns ainda com marcas de destruição por terremotos, tsunamis e confrontos.
Lugares que visitamos:
·         Hanga Hahave
·         Hanga Poukura
·         Vaihú / Hanga Te´e 
·         Hanga Hua heva
·         Ahu Ura Uranga*
·         Akahanga
·         Hanga Tetenga
·         Hanga Maihiku
·         Hanga Tu´u Hata
·         Tofaku Poki
Algumas fotos dos lugares:



Terminamos o passeio em Anakena, para almoçar. Meu lugar favorito!
A tarde, fomos até Puna Pau e Ahu Akivi.
Puna Pau é onde os Rapa Nui construíam o “chapéu” dos moais; Também existe uma teoria que os Moais serviram de para-raios, pela constante descarga elétrica que eles recebiam. Após a implementação dos Punkao, o chapéu, “reza a lenda” que os eventos foram reduzidos drasticamente. Descobriu-se então que os habitantes eram providos de conhecimentos físicos que, ao meu entender, faziam referencia a lei de Gauss. Esta lei determinada empiricamente, tinha o papel de ser aplicada no comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre as superfícies dielétricas. Como o material na cabeça das estátuas são porosos, ele poderia absorver os raios. Isso foi comprovado pela conversa com outro ancião Rapa Nui que me confirmou a funcionalidade do Chapéu do Moai.
 
Além de remeter-se ao sexo feminino, eles serviam também para concentrar energia, de uma forma que ela tenderia para o sentido anti-horário na haste superior, e horário na haste inferior, tornando-se uma fonte gigantesca de energia.
Pensando bem, tudo faz sentido!!!
Depois disso, fomos até Ahu Akivi, os únicos que apontam para o mar, e aproveitamos para subir o vulcão Terevaka.

Dia 05

Acordamos cedo e logo fui desovar o Matthias no aeroporto.
Passei o restante do dia recarregando as energias (literalmente)...
Fui até Te Pitu Kura, o umbigo do mundo, que consiste em uma pedra com propriedades físicas que fazem com que tenha uma energia além do normal, desorientando bussolas, maquinas e outros antigos eletrônicos.

Depois da minha ultima refeição na ilha, uma empanada de pino repleta de gordura, fui até o aeroporto e me despedi da tão sonhada ilha de Pascoa; Um lugar que indico para qualquer viajante que tenha espirito aventureiro e vontade de conhecer lugares inóspitos.



Abraço
Engenheiro Andarilho





1 comentários:

  1. Ola, sou Francisco Soares, autor do livro " Os Para Raios de Pedra da Ilha de Pascoa" que conta sobre como os MOAI funcionavam com dispositivos para captacao de descargas atmosfericas e conseguiam dissipar as cargas eletricas ! meu fone (098) 9971 1027
    Parabens pela materia

    Francisco Soares

    ResponderExcluir

 

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Quem é o Engenheiro Andarilho

Um louco apaixonado; Um maluco diferente Engenheiro Mecânico por opção e paixão, trilho meu caminho em meio a viagens, cálculos e motores pelas estradas neste mundão véio. Casado com alguém que conseguiu entender um pouco mais do meu modo de pensar, estudo coisas que me fazem refletir sobre a essência dos humanos neste grão chamado Terra. Apaixonado por fotografia, tento de diversas maneiras, através desta arte, motivar as pessoas à descobrirem que a vida que lhe foi concedida não é resumida no pedaço de Terra que ela habita. Muitas coisas estão por vir... Vamos atrás dos nossos sonhos!!! Let´s make it possible