Hiroshima, Japão - Marcas de uma catástrofe




Hiroshima, Japão


Protagonizando o primeiro relato, uma cidade flagelada por uma covardia, que soube renascer das cinzas e hoje é um símbolo da Paz. Hiroshima.

Se não fosse uma história marcada pela tragédia, talvez nunca tivesse conhecido este lugar tão pitoresco, no Sul da Costa Japonesa. 

Com as lembranças de uma guerra que não vivi, trazidas ao conhecimento por conta da sede que sempre tive nas histórias de guerra, pensava em poder conhecer e entender um pouco mais do marco final da Segunda grande Guerra... E este dia chegou, naquela tarde; 07/Jan/2016.


Rebobinando a fita K7

O contexto da guerra tomou um rumo crítico em meados de 1945, quando a morte de Hitler, Mussolini e companhia Ltda. girou a roleta da casa própria, parando na casinha japonesa dos Kamikazes altamente eficazes, que por sua vez tinham capacidade de destruição como uma tacada certeira de Ruy chapéu em um jogo de sinuca.. Uma tacada, Três bolas na caçapa!

Réplica da Little Boy bomb

Os confrontos no Pacífico se estendiam... Quando em 6 de agosto de 1945, um Boeing B-29 mandou ao vento todas as torres do jogo de WARII. Sem medir a febre, como matar um pombo com um tiro de bazuca, a bomba denominada "Little Boy" explodiu a 500m do chão de Hiroshima... 



Números impressionantes contextualizam o epicentro da crise. 
Sequelas, destruição, mortes... Elevando ao extremo a expressão de Catão, do século II a.c "Delenda est Carthago" (suas terras aradas e saturadas de sal, além de uma grande maldição). Foi o que restou para o povo Japonês, posteriormente atingido por uma segunda bomba, a "Fat boy", em Nagasaki, praticamente finalizando a ambição de derrotar os EUA. 


A visita ao Museu da Paz, levantado sob as ruínas da tragédia, me fez perceber e entender certas lacunas do passado cruel e indigno. 


Hiroshima hoje respira um ar de tranquilidade, história e perdão. 
De todas, talvez tenha a maior capacidade de mexer com os sentimentos, deixando transparecer uma Paz cinematográfica por onde paira o olhar.




Depois de andar por toda a cidade durante um dia todo, minha recomendação é ir direto à uma ilha chamada Miyajima ao entardecer. Cerca uma hora de viagem separa a Ilha do resto do continente, cuja proposta é inspirar o viajante aos anseios da cultura milenar japonesa, entre vielas e templos antigos que fazem contraversão aos filmes de Bruce Lee.





Este foi o pontapé inicial de uma série de relatos sobre minha viagem ao Japão. Fiquem atentos!

Abraço




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Quem é o Engenheiro Andarilho

Um louco apaixonado; Um maluco diferente Engenheiro Mecânico por opção e paixão, trilho meu caminho em meio a viagens, cálculos e motores pelas estradas neste mundão véio. Casado com alguém que conseguiu entender um pouco mais do meu modo de pensar, estudo coisas que me fazem refletir sobre a essência dos humanos neste grão chamado Terra. Apaixonado por fotografia, tento de diversas maneiras, através desta arte, motivar as pessoas à descobrirem que a vida que lhe foi concedida não é resumida no pedaço de Terra que ela habita. Muitas coisas estão por vir... Vamos atrás dos nossos sonhos!!! Let´s make it possible